Raíces Fortalecidas
Inmovilidad sertaneja y protección social en el Semiárido Septentrional
DOI:
https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0325%20Palabras clave:
Inmovilidad, Resiliencia, Programas Sociales, Cisternas, SemiáridoResumen
Este estudio investiga cómo la ampliación de la capacidad adaptativa, promovida por el acceso a programas sociales, especialmente al Programa Cisternas, se asocia con la permanencia de la población en el Semiárido Septentrional. El análisis utiliza como principal fuente de datos la Cohorte de los 100 Millones de Brasileños(as), derivada del CadÚnico, que reúne información sociodemográfica y económica de familias en situación de vulnerabilidad inscritas en programas sociales. Los hallazgos evidencian que la permanencia de la población sertaneja en su tierra natal no puede comprenderse únicamente desde una lógica económica, sino que resulta de procesos sociales más amplios de arraigo y pertenencia, donde la presencia del Estado ejerce una influencia significativa mediante políticas de protección social. En particular, se destaca el efecto sinérgico entre los programas Cisternas y Bolsa Familia, cuya combinación no solo contribuye a la adaptación a las condiciones adversas del clima semiárido, sino que también fortalece los vínculos comunitarios, la autonomía de las familias y la resiliencia socioeconómica local. Se trata, por lo tanto, de una inmovilidad que no parece ser impuesta por la falta de alternativas, sino posiblemente elegida a partir de la ampliación de capacidades y de la dignidad cotidiana proporcionadas por políticas públicas articuladas y adaptadas a la realidad local.
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