Raízes Fortalecidas

Imobilidade sertaneja e proteção social no Semiárido Setentrional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0325%20

Palavras-chave:

Imobilidade, Resiliência, Progamas Sociais, Cisternas, Semiárido

Resumo

Este estudo investiga como a ampliação da capacidade adaptativa, promovida pelo acesso a políticas de proteção social, especialmente ao Programa Cisternas, se associa à permanência da população no Semiárido Setentrional entre 2001 e 2018. A análise utiliza como principal fonte de dados a Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros(as) que reúne informações sociodemográficas e econômicas de famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas em programas sociais do governo federal. Os achados evidenciam que a permanência do sertanejo em sua terra natal não pode ser compreendida apenas a partir de uma lógica econômica, mas também de processos sociais mais amplos de enraizamento e pertencimento, em que a presença do Estado exerce significativa influência por meio da implementação de políticas de proteção social. Em particular, destaca-se o efeito sinérgico entre os programas Cisternas e Bolsa Família, cuja combinação não somente ajuda nos ajustes às condições adversas do clima semiárido, como também fortalece os vínculos comunitários, a autonomia das famílias e a resiliência socioeconômica local. Trata-se, portanto, de uma imobilidade que não parece ser imposta pela falta de alternativas, mas possivelmente escolhida a partir da ampliação das capacidades e da dignidade cotidiana proporcionadas por políticas públicas articuladas e adaptadas à realidade local.

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Biografia do Autor

Paulo Victor Maciel da Costa, Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (CIDACS/Fiocruz-BA)

Paulo Victor Maciel da Costa é doutor em Demografia pelo Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Pesquisador associado no Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz-Bahia).

Ricardo Ojima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Ricardo Ojima é professor associado do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais (DDCA) e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDEM), ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Centro de Ciências Exatas e da Terra.

Andrêa Jacqueline Fortes Ferreira, Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (CIDACS/Fiocruz-BA)

Andrêa Jacqueline Fortes Ferreira é doutora em Saúde Pública pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pesquisadora sênior da Associação de Pesquisa Iyaleta - Pesquisa, Ciências e Humanidades e pesquisadora associada do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia).

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» https://doi.org/10.5751/ES-11318-240431

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Publicado

2026-08-17

Como Citar

Maciel da Costa, P. V., Ojima, R., & Fortes Ferreira, A. J. (2026). Raízes Fortalecidas: Imobilidade sertaneja e proteção social no Semiárido Setentrional. Revista Brasileira De Estudos De População, 43. https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0325

Edição

Seção

Artigos originais