Distribuição da população e cobertura da terra: o lugar das Áreas Protegidas no Pará, Brasil em 2010

  • Álvaro de Oliveira D’Antona Unicamp
  • Ricardo de Sampaio Dagnino Unicamp
  • Maria do Carmo Dias Bueno IBGE
Palavras-chave: Pará, Áreas Protegidas, Distribuição espacial, Grade estatística, Uso e cobertura da terra

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a distribuição da população do Pará, a partir de dados do Censo Demográfico 2010 associados a dados de uso e cobertura da terra do TerraClass, dispostos em uma grade estatística. Verifica-se o papel de 113 Áreas Protegidas (AP) – 46 Terras Indígenas, 51 Unidades de Conservação de Uso Sustentável e 16 Unidades de Conservação de Proteção Integral – no gradiente rural-urbano do ponto de vista populacional e em relação aos usos-coberturas da terra nelas existentes. Utilizando um Sistema de Informações Geográficas, os dados relativos às APs, ao uso e cobertura da terra e os censitários foram incorporados à grade estatística. O relacionamento espacial dos planos de informação nas células indica que a população do estado é bastante concentrada, uma tendência que se reproduz nas Áreas Protegidas (o coeficiente de Gini para a distribuição dos domicílios é superior a 0,9). As APs configuram-se como áreas menos populosas e mais florestadas em comparação ao restante do estado. Apesar da presença de extensas porções sem domicílios ocupados e da maior extensão de florestas do Pará (57%),
identificam-se nestas áreas usos urbanos associados a outros usos e coberturas da terra. Os resultados indicam que as dinâmicas populacionais e as mudanças nos usos e cobertura da terra estão relacionadas de forma mais ampla, estimulando a reflexão sobre a urbanização e as mudanças no uso e cobertura da terra de forma mais integrada. 

DOI http://dx.doi.org/10.1590/S0102-3098201500000032

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Publicado
2015-12-16
Como Citar
D’Antona, Álvaro de O., Dagnino, R. de S., & Bueno, M. do C. D. (2015). Distribuição da população e cobertura da terra: o lugar das Áreas Protegidas no Pará, Brasil em 2010. Revista Brasileira De Estudos De População, 32(3), 563-585. Recuperado de https://rebep.org.br/revista/article/view/744
Seção
Artigos originais