Morte nos Andes: sociedade colonial e mortalidade nas fazendas andinas (Equador, 1743-1857)

María José Vilalta

Resumo


A vida cotidiana nas fazendas coloniais implicou a introdução de uma forma de administração de populações imposta sobre a sociedade indígena e regulada pelas Leyes de Índias. Na zona norte dos Andes, o concertaje de índios e a abundância de trabalhos na agricultura e nos obrajes (manufactura têxtil) constituíram fatores de atração que permitiram verificar um crescimento em longa duração da população. Este estudo analisa, mais do que o debate inconclusivo sobre a catástrofe demográfica das populações indígenas, os perfis e a incidência da mortalidade ordinária e catastrófica como fator de regulação do crescimento de uma paróquia rural na etapa final dos tempos coloniais. A investigação tem por base o levantamento completo dos registos paroquiais (enterros). Os dados sobre mortalidade analisados abrangem o período entre os primeiros anos da fundação da paróquia e a supressão do tributo indígena em 1857, ano em que se encerra a análise, apesar da continuidade dos registros. As evidências mostram uma realidade marcada por uma mortalidade típica dos ciclos antigos, dominada pelas condições de vida e trabalho adversas que marcavam a vida na fazenda, sendo que os dados possibilitam observar o universo das rígidas categorias sociais do mundo colonial.

DOI http://dx.doi.org/10.1590/S0102-30982015000000005


Palavras-chave


Mortalidade; População indígena; Regime de fazenda; América colonial; Andes do Equador

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Revista Brasileira de Estudos de População, ISSN 0102-3098 (Impresso) e ISSN 1980-5519 (on-line) 

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