A conversão da mulher em mãe: uma leitura do "a mãi de família"

Sonia Maria Giacomini

Resumo


Dirigido às "senhoras brazileiras", o jornal "Mãi de Família" (RJ, 1979-1888) veicula matérias de cunho ético-normativo nas quais a aparente centralidade da criança é acionada para permitir a emergência da categoria mãe. O processo de individualização no interior da família e o acesso à valorização social encontram-se para a mulher inextricávelmente ligados à maternidade entendida como um conjunto de devedes de mãe. A emergência da identidade mãe redefine um conjunto de relações e constitui o eixo sobre o qual se erige uma nova família. No "Mãi de Família" encontra-se construído um modelo de mulher no qual as recorrentes diferenciações entre senhora e escrava/proletária sugerem que, apesar de modelo que se pretende universal e validável para todas as mulheres, eles se constitui, na realidade, em apanágio da mulher das camadas dominantes, oferecendo-se, portanto, também como marca de diferenciação social e cultural.

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Revista Brasileira de Estudos de População, ISSN 0102-3098 (Impresso) e ISSN 1980-5519 (on-line) 

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