Assistência sanitária e condições de saúde na zona rural paulista na Primeira República

Rodolpho Telarolli Junior

Resumo


Apesar da entrada de um grande contingente de imigrantes estrangeiros no Estado de São Paulo no final do Século XIX, em especial nas duas primeiras décadas da República, o governo estadual paulista não garantia assistência sanitária aos seus novos moradores. Sob o modelo político liberal da Primeira República não cabia a oferta de assistência individual à saúde, o que só passou a ocorrer a partir da década de 30. As ações de saúde mais empregadas na época tinham por objetivo o saneamento urbano e a regulamentação das habitações, além do isolamento dos doentes e a desinfecção de seus pertences durante as epidemias de doenças transmissíveis, em especial a febre amarela e a varíola. A aquisição de assistência médica privada apresentava custo elevado, cabendo aos curandeiros e às Santas Casas de Misericórdia a atenção aos pobres das zonas rural e urbana. Apresentando mortalidade em alguns locais superior a 30% do total de intemados, os hospitais eram pouco utilizados. A assistência obstétrica à mulher do campo era também limitada pelo alto custo, e apenas 0,3% dos nascimentos no estado ocorriam em hospital no início do Século XX. Somente com o Código Sanitário de 1918 o campo e seu morador passam a receber maior atenção do poder estadual, com ênfase na profilaxia de endemias como a malária e a doença de Chagas, mediante a regulamentação das condições de higiene e salubridade das moradias e do meio rural.

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Revista Brasileira de Estudos de População, ISSN 0102-3098 (Impresso) e ISSN 1980-5519 (on-line) 

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