Crescimento urbano e áreas de risco no litoral norte de São Paulo

Eduardo Marandola Jr., Cesar Marques, Luiz Tiago de Paula, Letícia Braga Cassaneli

Resumo


O crescimento e a expansão urbana trazem, em seu próprio processo constitutivo, riscos e perigos que se expressam pela falta de ajuste e aderência da produção do espaço urbano aos sistemas naturais. Esta situação se agrava quando o próprio sítio é naturalmente frágil, como é o caso das áreas costeiras do litoral norte de São Paulo. Esta região viveu uma de suas décadas de maior crescimento urbano e econômico, no contexto de grandes transformações ligadas à exploração de gás e petróleo, expansão do porto de São Sebastião, mudanças na atividade turística e consolidação da urbanização, especialmente em Caraguatatuba, sede e polo irradiador da maior parte das transformações. Divulgados os dados do Censo Demográfico de 2010, é momento propício para precisar a intensidade e as formas deste crescimento na última década, observado empiricamente, e suas relações com os riscos e vulnerabilidade. Se há uma relação entre urbanização e risco, a tendência é que as intensas mudanças recentes tenham aprofundado e criado novas áreas de risco, com a expansão urbana avançando sobre áreas naturalmente frágeis. O presente estudo procura identificar quem vive ou trabalha nestas áreas, concentrando-se nas novas áreas, a partir de uma compreensão do processo de urbanização no trópico úmido e suas consequências em termos de riscos e vulnerabilidade, com foco nos dados dos Censos Demográficos de 2000 e 2010.


Palavras-chave


Urbanização; Mudança climática; Geografia dos riscos; População e ambiente

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Revista Brasileira de Estudos de População, ISSN 0102-3098 (Impresso) e ISSN 1980-5519 (on-line) 

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