A evolução da mortalidade por causas mal definidas na população idosa em quatro capitais brasileiras, 1996-2007

  • Daisy Maria Xavier de Abreu Faculdade de Medicina da UFMG
  • Emília Sakurai Departamento de Estatística do Instituto de Ciências Exatas da UFMG
  • Lorenza Nogueira Campos FHEMIG e Faculdade de Medicina da UFMG
Palavras-chave: Idosos, Mortalidade, Causas mal definidas

Resumo

Este artigo objetiva estudar a evolução da mortalidade por causas mal definidas na população com mais de 60 anos, residente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, entre 1996 e 2007. Foi analisada a evolução da mortalidade proporcional por causas mal definidas (CMD) no período, a distribuição dessas mortes por grupos etários, segundo códigos do Capítulo XVIII da Classificação Internacional de Doenças – CID-10, e a posição desse grupo de causas no total de óbitos em idosos. Avaliou-se, também, a razão de chances (IC95%) entre os óbitos por CMD e sua ocorrência em hospitais. A evolução da mortalidade proporcional por CMD nas capitais selecionadas, entre 1996 e 2007, indicou uma participação maior de óbitos por CMD em idosos no Rio de Janeiro, onde essas mortes ocupam a posição mais elevada (4º lugar) na ordenação dos grupos de causas para a população idosa. Nessa capital também o percentual de óbitos por CMD ocorridos em hospitais foi quase o dobro das demais. Conforme esperado, a classificação da causa do óbito como CMD mostrou-se negativamente associada à ocorrência em hospitais. Os resultados evidenciam boa qualidade da informação, mas indicam problemas recorrentes na prestação da atenção médica à população idosa.

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Publicado
2013-08-08
Como Citar
Abreu, D. M. X. de, Sakurai, E., & Campos, L. N. (2013). A evolução da mortalidade por causas mal definidas na população idosa em quatro capitais brasileiras, 1996-2007. Revista Brasileira De Estudos De População, 27(1), 75-88. Recuperado de https://rebep.org.br/revista/article/view/120
Seção
Artigos originais