Campinas, uma vila colonial (1774-1822)

Palavras-chave: Escravidão, mortalidade, nupcialidade, natalidade, século XVIII, colonização

Resumo

A agricultura paulista apresentou uma significativa expansão durante o final do século XVIII e início do XIX. Representativa de uma região de grandes propriedades escravistas, Campinas foi a localidade estudada devido à grande riqueza documental, de tal forma que este artigo foi pautado, principalmente, pelo Mapa Geral de Habitantes existente para o período de 1798 a 1822, acrescentando-se informações provenientes das Listas Nominativas de habitantes e dos Registros Paroquiais. Os resultados do estudo mostraram um crescimento demográfico de grande intensidade, sobretudo da população cativa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Eduardo Teixeira, UNESP, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", campus de Marília
Paulo Eduardo Teixeira é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências 
Sociais e da graduação da Universidade Estadual Paulista (UNESP) no campus de Marília.

Referências

ABREU, J. L. N. A Colônia enferma e a saúde dos povos: a medicina das ‘luzes’ e as informações sobre as enfermidades na América portuguesa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 14, n. 3, p. 761-778, jul./set. 2007.

AISSAR, A. da G. Natalidade e mortalidade em Franca: estudo de demografia histórica (1800-1850). Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 1980.

ALINCOURT, L. D’. Memória sobre a viagem do porto de Santos à cidade de Cuiabá. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1976.

BACELLAR, C. de A. P. As famílias de povoadores em áreas de fronteiras na capitania de São Paulo na segunda metade do século XVIII. In: VII CONGRESO DE LA ASOCIACIÓN LATINOAMERICANA DE POBLACIÓN. Anales... Foz do Iguaçu: Alap, 2016.

______. Os senhores da terra: família e sistema sucessório entre os senhores de engenho do oeste paulista, 1765-1855. Campinas: Centro de Memória Unicamp (CMU), 1997.

BELLOTTO, H. L. Autoridade e conflito no Brasil colonial: o governo do Morgado de Mateus em São Paulo (1765-1775). São Paulo: Secretaria Estadual da Cultura, 1979.

CABALLERO, E. M. C. A população de Montevidéu. Sua demografia histórica urbana: 1726-1852. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 1987.

COSTA, I. N. da. Vila Rica: população (1719-1826). São Paulo: Instituto de Pesquisas Econômicas (IPE) da Universidade de São Paulo (USP), 1979 (Coleção Ensaios Econômicos, 1).

CUNHA, M. F. da. Demografia e família escrava. Franca-SP, século XIX. Tese (Doutorado) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 2009.

DEAN, W. Rio Claro: um sistema brasileiro de grande lavoura, 1820-1920. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

DOCUMENTOS Interessantes para a História e Costumes de São Paulo. São Paulo: Typ. Paulista, 1896.

EISENBERG, P. Homens esquecidos: escravos e trabalhadores livres no Brasil: séculos XVIII e XIX. Campinas: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), 1989.

FERNANDES, M. de C. Imigração e ocupação em Campinas no final do século XIX ao início do século XX. Dissertação (Mestrado) – IFCH, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, 2016.

HENRY, L. Temas de pesquisa, fontes e métodos da demografia histórica do Brasil. Revista de História (USP), São Paulo, n. 105, p. 63-79, jan./mar. 1976.

KUBO, E. M. Aspectos demográficos de Curitiba, 1801-1850. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, 1974.

LEMOS BRITO, J. G. de. Pontos de partida para a história econômica do Brasil. 3. ed. São Paulo: Editora Nacional; [Brasília]: INL, 1980 (Brasiliana; v. 155).

LEONZO, N. As companhias de ordenanças na capitania de São Paulo – das origens ao governo do Morgado de Matheus. São Paulo: Edição do Fundo de Pesquisa do Museu Paulista da USP, 1977 (Coleção Museu Paulista, série de História, v. 6).

LISTAS Nominativas de Habitantes. Fundo Peter Eisenberg – Arquivo Edgard Leuenroth – Unicamp. LIVRO Tombo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campinas, volume 1. Arquivo da Cúria Metropolitana de Campinas.

LUNA, F. V. São Paulo: população, atividades e posse de escravos em vinte e cinco localidades (1777-1829). Estudos Econômicos, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 99-169, jan./mar. 1998.

LUNA, F. V.; KLEIN, H. S. Evolução da sociedade e economia escravista de São Paulo, de 1750 a 1850. São Paulo: Edusp, 2005.

MAPA Geral dos Habitantes de Campinas. Fundo Peter Eisenberg – Arquivo Edgard Leuenroth – Unicamp.

MARCÍLIO, M. L. A cidade de São Paulo: povoamento e população, 1750-1850. São Paulo: Livraria Pioneira Editora; Editora da USP, 1974.

______. Caiçara: terra e população – estudo de demografia histórica e da história social de Ubatuba. São Paulo: Paulinas; Cedhal, 1986.

______. Crescimento demográfico e evolução agrária paulista: 1700-1836. São Paulo: Hucitec/Edusp, 2000.

MARTINS, V. Nem senhores, nem escravos. Campinas: Centro de Memória Unicamp (CMU), 1996.

MOTTA, J. F. Corpos escravos, vontades livres: posse de cativos e família escrava em Bananal (1801 – 1829). São Paulo: Fapesp; Annablume, 1999.

NOZOE, N. Sesmarias e posse de terra rural no Entre Rios de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Matto Grosso. In: RIBEIRO, S. B. (Coord.). Sesmarias, engenhos e fazendas: Arraial dos Souzas, Joaquim Egydio, Jaguary (1792-1930). Campinas: Direção Cultura, v. 2, 2016. p. 10-55.

NOZOE, N.; COSTA, I. Achegas para a qualificação das Listas Nominativas. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 271-284, maio/ago. 1991.

______. Sobre a questão das idades em alguns documentos dos séculos XVIII e XIX. Revista Instituto Estudos Brasileiros, São Paulo, v. 34, p.175-182, 1992.

PETRONE, M. T. S. A lavoura canavieira em São Paulo. São Paulo: Difel, 1968. PIROLA, R. F. A conspiração escrava de Campinas, 1832: rebelião, etnicidade e família. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Filosofia e Ciência Humanas (IFCH), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, 2005.

REGISTROS paroquiais de batizados, casamentos e óbitos de livres e escravos de Campinas. Arquivo da Cúria Metropolitana de Campinas.

SLENES, R. W. A formação da família escrava nas regiões de grande lavoura do Sudeste: Campinas, um caso paradigmático no século XIX. População e Família, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 9-82, jan./jun. 1998.

______. Na senzala, uma flor: esperança e recordações na formação da família escrava, Brasil Sudeste, século XIX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

TEIXEIRA, P. E. O outro lado da família brasileira: mulheres chefes de família (1765-1850). Campinas: Unicamp, 2004.

______. A formação das famílias livres: Campinas, 1774-1850. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

WELTI, C. Demografia. México: Prolap, 1997.

Publicado
2017-12-20
Como Citar
Teixeira, P. E. (2017). Campinas, uma vila colonial (1774-1822). Revista Brasileira De Estudos De População, 34(3), 567-591. https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0033
Seção
Artigos originais