Do mito malthusiano ao das relações recíprocas – a constituição interdisciplinar do campo de População e Ambiente

  • Álvaro de Oliveira D'Antona Faculdade de Ciências Aplicadas - FCA/Unicamp
Palavras-chave: População e Ambiente, Demografia, Pesquisa, Pesquisadores, Campo

Resumo

O artigo faz uma revisão sobre a constituição do campo de População e Ambiente (P-A), sobretudo nos anos 1990, por meio da prospecção de artigos em bases internacionais indexadas, da identificação das instâncias estruturantes do campo, essenciais para a sua identidade e validação do conhecimento produzido, e do apontamento da relação do campo com as temáticas de população, desenvolvimento e ambiente presentes nas conferências da ONU. Como resultado, observa-se que a produção científica publicada nas principais revistas e eventos de estudos de população progressivamente se afastou do mito malthusiano, voltando para a busca das relações recíprocas entre população e ambiente, um segundo mito. Constata-se ainda a existência de questões e eixos característicos, identitários, tratados por um conjunto bem definido de cientistas. Entre os dois mitos essenciais, P-A expandiu-se como um campo interdisciplinar sob efeitos dos diálogos com as ciências sociais e as ambientais. Insubordinado a limites disciplinares, enfrenta as dificuldades teórico-epistemológicas e empíricas de um campo ainda em formação, enquanto experimenta as tensões com a demografia, disciplina importante da sua matriz programática.

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Biografia do Autor

Álvaro de Oliveira D'Antona, Faculdade de Ciências Aplicadas - FCA/Unicamp
Livre Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. Professor do Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e do Programa de Pós-Graduação em Demografia (Unicamp). Colaborador do Núcleo de Estudos de População 'Elza Berquó' (NEPO-Unicamp).

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Publicado
2017-09-13
Como Citar
de Oliveira D’Antona, Álvaro. (2017). Do mito malthusiano ao das relações recíprocas – a constituição interdisciplinar do campo de População e Ambiente. Revista Brasileira De Estudos De População, 34(2), 243-270. https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0006
Seção
Artigos originais